segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Pianista

Amparado piano melancólico
Que fizeste por merecer tamanha tristeza divina
Sentiste o frio que cortou junto à campina?

Sob o véu da verdade existe o "si" sustenido
Em adágio...

Presságio.
Em ventos longínquos de amanhãs adormecidos.
Sofridos.
Os tempos que enlaçam a morte à criança.
Esperança.
A única que assistirá ao fim da existcência.
Inocência.
Daqueles que se permitem iludir...

Almas solitárias em sincronias...

O Caos que desenvolve-se no ventre da Harmonia
Como música sentida e ouvida...
Um silêncio cinza que ronda os meus olhos...

Na quietude enaltecida pelo vinho dos afagos
Desta dança sinuosa de esquadros
Sinergia apática de existir

Essa inquietude vívida da inexistência
Desprovida de significância
Essa ânsia!
Eufórica apaziguadora de si
Que tocava as nuvens na profecia que vi
Enquanto dançava a inaudível dança
Sob a melancólica sinfonia do piano

Vertendo lágrimas desesperadas ao sorrir...
                                      (Rafael de Oliveira e Vitor Mendes Dias)