quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Limbo Cibernético


O homem, incapaz de autoconfrontar-se
Temendo encontrar-se consigo mesmo
Inventa máscaras vãs para socializar-se
Caminha errante e sem verdade - a esmo.

Cativo em uma realidade paralela
Aliena-se, inerte, no mundo virtual
Abdica ao horizonte em prol da tela
Abstém-se de si e do mundo natural...

Arquiteta para si uma nova personalidade
Faz-se sábio, humilde, politizado e fraterno.
Amante da natureza, do outro, da diversidade.
Faz-se conhecedor, compreensível e terno...

Na desmaterialização da sua significância
Acaba - por inocência ou ignorância -
Soterrado pela vaidade - Eterno porvir -

Condenado a vagar no limbo cibernético
Respondendo ao mais vil anseio frenético
De não sentir-se sozinho para se sobressair...
                                                          (Rafael de Oliveira)

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