sexta-feira, 1 de junho de 2012

Teatro de Máscaras

Diante do espelho - meus olhos apáticos
Assisto a ruína de mais uma face em mim
Encaro minha alma - vejo olhos fanáticos
Que anseiam, sedentos, seu próprio fim...

Quantas máscaras terei ainda que portar
Neste enfadonho teatro que se chama vida?
Por quantas vezes terei ainda que suportar
O ir e vir de máscaras neste ato homicida?

Fecham-se as cortinas - minha cabeça tonta
Atiro-me para o rumo que esta peça aponta
Concedo-me o direito de não contracenar...

Um tiro na cabeça - massa falida de carne morta.
Diante da verdadeira mãe que a todos conforta
Já não é preciso personagens para representar...
                                                           (Rafael de Oliveira)

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