quinta-feira, 5 de abril de 2012

Branco Poético

Nascido opoente à luz de pura inspiração
Branco! - obstáculo vil em linhas infernais
- A adrenalina me toma furtiva pela mão -
Aprisionado em mim - calabouços abissais

A vida salta aos meus olhos num segundo
Meus sentimentos e razão já não coabitam
Explode no meu peito a amargura do mundo
Nada além do vazio que meus olhos fitam...

Em posição fetal - os músculos contorcidos
Pensamentos obssessivamente destorcidos
- A apreciação do eterno vazio em meu ser -

Já não há nada além do vácuo - carrasco ilícito
E logo de mim, que fui sempre à arte tão solícito
Fogem as palavras e não se permitem escrever.
                                                       (Rafael de Oliveira)

2 comentários:

  1. Tecer poesia da falta de poesia, nada mais sublime!

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  2. Genial! Passei por um desses bem extenso, graças, finalmente escrevi. Real, não tem maneira melhor de descrever um branco poetico.

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