quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pele de Cobra

             Aos nascidos da pobreza nua
                Aos papelões estirados na rua
                    Aos pés descalços no asfalto.
 

Escamotada pele de serpente
Alegoria em desfile de castas
- Corja manipuladora de gente
Palco imundo de neuropastas -

Cores, raças, crenças, gêneros
Ao diferente, dita dura palmatória
Repetidas vozes, valores efêmeros
Comercializaram Deus e sua glória

Almejo a revolução dos esquecidos
Dos corpos marginalizados e banidos
Pregando ódio ao sim, amor ao não

Sonho com fardas ensanguentadas
Casas invadidas, gritos nas escadas
Corpos de policiais estirados ao chão
                                         (Rafael de Oliveira)

Um comentário:

  1. Me emocionei. Cuidado apenas com a "incitação".
    Gab.

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