sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Exaltação à Loucura

                                       A Erasmo de Rotterdam (1466-1536)

Ainda que não a compreendam em tua grandeza
Ainda que se autoproclames indiferente à filosofia
Por tua infinita modéstia e arrebatadora nobreza
Louvar-te-ei! Pois quão grande é a tua sabedoria

Afastas de ti toda a racionalidade e sua reflexão.
És, em verdade, fruto do incessante multirreflexo
Por mais que amaldiçoes a mim por esta conexão
Põe-se a rir desvairada. Sabes que tudo é reflexo.

 E nos acolhedores braços desta mãe zelosa
 O verdadeiramente sábio entrega-se e goza
 Do eterno e luminoso abraço da insanidade...

Aos normais, sob a manta púdica da hipocrisia
- Os "verdadeiros loucos", por tamanha heresia -
A todos aqueles que a julgam como bestialidade

Aos poucos sábios, embriagados por suas loucuras
Aos loucos varridos, tecendo cores em valas escuras
Enfim, a todos os homens: - Eis a vossa san(t)idade!
                                                                  (Rafael de Oliveira)

3 comentários:

  1. Rafa, grande amigo e poeta. A exaltação à loucura foi demais. Demasiadamente são. Vejo que esta loucura é fruto de um multipensamento reflexo e concomitante. Ô meu querido, amo muito tudo isso. Amo muito a forma como você escreve e entende. Beijos !

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  2. a mão divina cairá sobre os hereges, amém! Muito bom!

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