quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Estações...


                              para Laísla

Num dia qualquer, vestida de outono
O olhar triste, a feição melancólica
Faz-se distante, temerosa e arredia...

Noutro dia, solitária em seu trono
Olhos ao longe, paisagem bucólica
Entregue à monótona tarde de inverno

E num sorriso meigo e apaixonante,
O ardor da paixão, a dor lancinante
Faz-se sol de verão, acolhedor e terno

Traz-me cores, perfumes, me acalma
Orna com tuas flores a minha alma
Na doce primavera da sinestesia...
                                         (Rafael de Oliveira)

Um comentário:

  1. Que lindo!!! Sentir cada palavra... enxerguei além do meu limite!

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