quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estupro InConsciente


Como uma destas santas devotadas
Que anseiam febris pelo ato carnal
Ajoelhada, suas lindas mãos atadas
Ardente, sedenta do meu toque inicial

Eu, sádico, libertador da vil inocência
Acariciando, lascivo, seus imaturos seios
Contrariando a religião e a ciência
Correspondendo a íntimos anseios

Penetro em seu corpo, tomo sua mente
Não adianta resistir... Estou em você
Concebida a mim, como um presente
Não há singularidades... Eu sou você!

Caço suas vontades como uma fera
Rasgo sua mente, aprecio a pintura
Corpos mutilados, o inconsciente, a era
Onde a natureza toma pra si a criatura

Seu belo corpo e seu brilhante astro
Já não passam de uma taça derramada
Banhando aquecidamente o meu mastro
Desejando maliciosamente estar acordada.
                                               (Rafael de Oliveira)