sexta-feira, 18 de novembro de 2011

À Deriva


                      às Margens do Ser

Sei, sou um homem doente.
... Infinidades patológicas
Habitam meu corpo e mente
Desenhando todas as lógicas
Atrás desta mascara demente

A carcaça que me individualiza
Nunca gozou de alguma saúde
A morte lentamente se enraíza
Indo e vindo desejosa e amiúde

Atravessei as possibilidades, vidas
Além das margens... Além do cais
Além das realidades conhecidas
E não fui feliz jamais...

Em minha cabeça - deserto ilusório
Disputam infinitas faces de mim
As que se sobressaem, é notório
Já carregam o fardo do fim...
                                  (Rafael de Oliveira)

Um comentário:

  1. muito bom! ótima distribuição de rimas, interessante. parabens!

    ResponderExcluir