quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Aos Vinte e Dois


                             Ao grande poeta, Vitor Dias.

Vinte e duas vidas foram vividas
Vinte e duas mascaras cinzentas
Por vinte e duas vezes lamentas
Às vinte e duas virgens esculpidas

Os corvos por vinte e duas vezes
Alimentaram-se da tua carcaça
Longos invernos, vinte e dois meses
Promulgados em sua (des) graça

Enfrentaste demônios no mar vermelho
Ficaste perdido entre os espelhos
Para tomar pra si a sabedoria

És, portanto, a insanidade personificada
Nos corpos nus, és a faca encravada
Vinte e dois anos de melancolia
                                     (Rafael de Oliveira)

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