domingo, 18 de setembro de 2011

Gemido Iconsciente

                                   Carta poética a um velho amigo

Única guardiã da verdade sã e pura
Entre os porcos, a virgem imaculada
Dualidade vil, espelhos da vã loucura
Entre os santos, a meretriz violentada

Na loucura, em sedução, vidas cativas
- O imaginário lentamente passa a ser -
Nossas literais realidades definham vivas
- Sozinhos e perdidos às margens do ser -

Por quantas vezes te disse, louco amigo
Aonde vás, levas a consciência contigo
Para que a contento, possas regressar

Conviva com a peçonha do sentimento
Viva, Sonha... Pois sei que ainda é tempo
E por mais que doa, não é hora de acordar
                                                     (Rafael de Oliveira)

2 comentários:

  1. Esse "velho amigo" deve estar estupefato de alegria, pois me sentiria assim com tamanha reverência.......valeu!

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  2. Viajei no que estávamos conversando hoje, este velho amigo...

    Cara, concedo à si mesmo a obrigação de escrever! Blasfeme estes mitos românticos... faça da inspiração pretexto, "mero" trabalho da linguagem. Contraríeis Drummond e force o poema a desprender-se do limbo, colha no chão o poema que se perdeu.

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