domingo, 3 de julho de 2011

La Isla

Ladeada pela imensidão azul, porção de terra.
Guardada pelo imenso azul do nada, a ilha.
Que de tão meiga e acolhedora, uma filha.
Fez-me enxergar muito além do ódio ou guerra

Teus olhos resgatam-me do imenso mar de agonia.
Iluminam meu eterno negror, minha estrada sombria.
Tuas mãos transportam-me a plenitude da sinestesia.
Em teu corpo, o verdadeiro abraço em noite fria...

Foste capaz de amar a mais profunda tristeza
Encontrar nela alguma forma vil de beleza.
Diante da felicidade, cometeste a heresia.

Minha arte se fez viva, em ti, completa.
Entregaste o teu corpo a um poeta...
Em desejo ardente, faço dele poesia.
                                               (Rafael de Oliveira)

5 comentários:

  1. Não sei como posso dizer o que sinto ao ler isso...
    Prazer.
    Amo você, meu doce vampiro.

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  2. Adorei....vc cada dia mais se superando...indiquei o seu blog a professora de Literatura Antonia Nunes...pena vc não ter assistido uma aula dela...verdadeiro show.....ela ensina na UFS também.....se informe......abração e cada dia mais encantado com suas criações.......bjs no coração amigo!

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  3. Nossa mt lindo, mt msm...
    Parabéns a vc e principalmente a Laísla! =D

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  4. “E a mulher amada, cujo leite eu já sorvera, me fez beber da água com que tinha lavado a sua blusa”

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