domingo, 29 de maio de 2011

Carta à Sociedade

                           Tarde de domingo...

Todo o pranto da minha infinita tristeza
Aquela que julgo carregar por essência
O véu que me priva de enxergar a beleza
Não existiria diante da tua ausência...

Não tens o poder de me impedir de pensar
Mas me impedes de viver meu pensamento
Impedes-me de viver o meu amor, não de amar
É tua a minha amargura e todo meu desalento

Todo pesar que insistes em perpetuar a teus filhos
Toda a mítica hierarquia imposta em teus trilhos
São apenas barreiras adversas em minha estrada

Caminho às margens de teus valores e gerações
Sou o Deus a quem prestaram todas as tuas orações
Eu sou o todo, infinito... E o todo - clichê?! - é o nada...
                                                                          (Rafael de Oliveira)