segunda-feira, 14 de março de 2011

Renúncia

Neste vasto deserto de sentimentos
Onde a maldade não se mostra optativa
Onde a paz revela-se em vãos momentos
Indiferente a mim, em cada célula viva

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A luz da Lua, fábula da realidade
- Espelho do Sol, chama da verdade -
Reflete meu desprezo em estar vivo

A morte, o fim de todo ser vivente
Desta máscara desvirtuada e demente
Reafirma-se por fim, o único objetivo
                                                   (Rafael de Oliveira)

sábado, 12 de março de 2011

Vidraças Entreabertas

Pratarias inteiras quebradas
Transformam, transmutam trágicas,
Todo tratamento catastrófico.

Vidraças entreabertas descobrem
Entreolhares, entre lugares transportam
A expressão trêmula de frio.

Triunfos e glórias de outrora
Subtraídos pela trama pragmática.
- O artista, trépido, entregua-se as traças -.

Sozinho - somente a sombra a lhe saltar a vista
Saudoso - Escuta os sinos soarem às seis da tarde
Submisso - Tece à morte seus versos de suicídio...
                                                       (Rafael de Oliveira)