sábado, 4 de setembro de 2010

Poeta do Corpo

Contorno lentamente o teu tracejado.
Lendo os teus versos - insânia erótica -
Soneto perfeitamente metrificado,
Refletido sutilmente à sua alvura gótica.

Teus longos cabelos deleitados docemente
Contrastando com a sua alva tez,
São como rimas, interpostas perfeitamente
Atiçando a minha varonil avidez

Trago na ponta da língua a tua poesia
De onde emanam os mais doces perfumes
Tomado pela perversão em demasia
Abstenho-me dos católicos “bons costumes”.

As tuas páginas abrem-se em gozo
- Penetro lentamente à leitura -
Banhado ao concerto mais virtuoso
Toco suavemente a tua partitura

Em meio à leitura, tenros espasmos
E as páginas antes rijas, desfalecem
Olhos revirados, prévia de orgasmos
Momento em que nada e todas as coisas acontecem...
                                                               (Rafael de Oliveira)

3 comentários:

  1. Esse você me furtou.
    Te amo.

    Esse é perfeito.

    o/

    L.

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  2. Gabriela Florêncio8 de setembro de 2010 10:31

    Sinto inveja. Só não sei de quem. Se do poeta que abstrai. Ou da puta que o tem.

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  3. poesia mto massa! botou pra lá! Parabens... Metrica presente, com semantica refinada!
    flwww

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