segunda-feira, 13 de setembro de 2010

À Poesia Marginal

Diante deste empoeirado recinto
Que tão gentilmente me acomoda
Castigado por elucidar o que sinto
Por não caminhar segundo a moda

- Vistosa engrenagem capitalista
A ditar vis costumes à sociedade -
Dispersos transeuntes sem ter em vista
A causa do sofrimento que nos invade

Por me filiar a arte, hoje cativo.
Condenado simplesmente a estar vivo
Trancafiado num porão para que pereça

E quanto a esta multidão que me assiste
Pelo horror e iniqüidade em que consiste
Penso, quem sabe, que ela mereça!
                                           (Rafael de Oliveira)

4 comentários:

  1. Somos rebeldes de coração. Na verdade pouco importa na sociedade se estamos vivos ou mortos..somente o que dizemos e fazemos..ótimas palavras :)

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  2. Da comunidade para o blog. Olha eu aqui!
    Parabéns, tu escreves maravilhosamente bem.

    um beijo

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  3. Parabéns Rafael!
    Viemos ao mundo predestinados a desempenhar papeis que nos façam crescer espiritualmente e que proporcione aos outros momentos de pura felicidade. Assim é a sua poesia...leve, consistente...envolvente...e assim me sinto ao ler seus poemas.
    Seja Feliz!

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  4. Tua poesia é tudo, menos leve! Mas a hermenêutica é o limiar da subjetividade. Desconfio que apreciaria um chá conradiano, mal dito poeta.

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