sábado, 4 de setembro de 2010

Poema XIII

Envolto em trevas, em meu nevoeiro
No medievo da minha curta história
Desprovido de armadura, vil guerreiro
Almejando em segredo dias de glória

Embora desacreditado, sonhava
-Porco insolente, cão audacioso-
Diante da minha miséria ousava
Crer que teria do amor o gozo.

Entregue a depressão, meu doce vício
A beira do mais alto precipício.
Estava a um passo da eternidade...

E antes que eu caminhasse para a morte
Pôs-me em teus braços, mudou minha sorte.
Trouxe-me ternura e felicidade.
                                    (Rafael de Oliveira)

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